Lula Se Manifesta Contra o Conselho de Segurança da ONU em Fórum na Espanha

Lula criticou a atuação do Conselho de Segurança da ONU em seu discurso na Espanha, pedindo uma postura mais pacífica das potências. Ele também abordou a questão dos gastos com armamentos em contraste com a necessidade de combate à fome no mundo....
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Durante evento em Barcelona, o presidente brasileiro criticou a postura de potências globais e os altos gastos com armamentos em detrimento do combate à fome.

No último sábado (18), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou suas preocupações em relação ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) durante o 4º Fórum em Defesa da Democracia, realizado em Barcelona, na Espanha. Em seu discurso, Lula enfatizou a necessidade de mudanças nas ações das potências que compõem o conselho, argumentando que elas não podem agir como ‘senhores da guerra’.

Lula Se Manifesta Contra o Conselho de Segurança da ONU em Fórum na Espanha
Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br
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“Nenhum presidente de nenhum país do mundo, por maior que seja, tem o direito de ficar impondo regras a outros países. Nenhum. E os cinco membros do Conselho de Segurança da ONU devem se reunir para mudar o seu comportamento. Nós não podemos levantar todo dia de manhã e dormir todo dia à noite, sabe, com um Twitter de um presidente da República ameaçando o mundo, fazendo guerra. Ou seja, e todos eles tomam decisões sem consultar a ONU, da qual eles são membros e fazem parte do Conselho”, afirmou Lula.

O presidente também abordou a questão dos investimentos globais em armamentos, criticando a discrepância entre gastos militares e a luta contra a fome no mundo. Ele destacou a importância de redirecionar esses recursos para causas humanitárias e de desenvolvimento:

“O que não pode é o mundo gastando US$ 2,7 trilhões em armas e o povo passando fome. O que não pode é a gente falando em descarbonização do planeta Terra e os senhores soltando bomba todo santo dia em tudo quanto é país. O que não pode é o Líbano ser vítima de cada guerra que Israel faz com alguém, sabe, o último tiro tem que ser no Líbano. Ou seja, onde é que nós vamos tomar decisões? Onde é que nós vamos parar?”, questionou.

Lula também defendeu a soberania das nações, ressaltando que um país não deve interferir em processos eleitorais ou assuntos internos de outro. Em relação ao extremismo no Brasil, ele comentou:

“No meu Brasil, nós acabamos de derrotar o extremismo. Nós temos um ex-presidente preso, condenado a 27 anos de cadeia. Nós temos quatro generais de quatro estrelas presos porque tentaram dar um golpe. Mas o extremismo não acabou. Ele continua vivo e vai disputar eleição outra vez. Mas este é um problema nosso, é um problema do povo brasileiro. Este a gente lida com as nossas forças e com as nossas armas lá dentro”, completou.

Após o evento, Lula ainda permanecerá na Espanha para participar da conclusão da primeira reunião da mobilização progressista global, antes de seguir para compromissos na Alemanha e em Portugal.

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