Tensões Marcam Reunião da CPI Mista do INSS com Quebra de Sigilo do Filho do Presidente

A reunião da CPI Mista do INSS foi marcada por conflitos entre oposição e base governista, culminando na aprovação da quebra de sigilo do filho do presidente Lula. A polarização política e as tensões entre os parlamentares refletem a complexidade das investigações em curso.

Redação Corumbá - MS
Conflitos entre oposição e base governista refletem a polarização política na investigação sobre o INSS.
A recente reunião da CPI Mista do INSS foi marcada por intensos conflitos antes mesmo de sua abertura oficial.
A oposição, liderada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), clamou pela votação individual de mais de 80 requerimentos na pauta, visando maior transparência para a sociedade.
Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br “Nós queremos discutir um a um para que a sociedade saiba o que representa cada um desses requerimentos e seu embasamento”.
Em contrapartida, a base governista optou por agrupar os requerimentos em uma única votação, acusando a oposição de tentar blindar investigações de interesse público.
O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) expressou sua preocupação com a parcialidade da CPI. “Não somos nós que estamos querendo melar a CPI.
Na verdade, essa CPI está querendo descambar, nesse seu epílogo, só para um lado, para uma posição, e não investigar todos. Investigação seletiva não é investigação”.
A base governista também criticou a não votação de requerimentos significativos, como o que pedia a convocação de Fabiano Zettel, empresário e cunhado de Daniel Vorcaro, que tem ligações com doações à campanha de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas.
Outros requerimentos relevantes incluíam a convocação do presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha.
Quebra de Sigilo de Fábio Luís Lula da Silva Após acalorada discussão, a votação em bloco foi aprovada, incluindo um requerimento que autoriza a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
Este foi citado em conversas relacionadas a um valor de R$ 300 mil, levantando ainda mais polêmica na reunião.
A repercussão da votação foi intensa, com gritos e empurrões entre os parlamentares, resultando até em um deputado caindo ao chão.
O presidente da CPI Mista, senador Carlos Viana (Podemos-MG), defendeu a decisão. “É quebra de sigilo, não é nem convocação, vamos dizer assim, dessas pessoas.
É o sigilo que está sendo quebrado e vamos poder analisar com mais tranquilidade se tinha culpa ou não nessa história”.
Depoimentos Relevantes e Desafios Legais Na sequência da reunião, o empresário Paulo Camisotti, filho de Maurício Camisotti, investigado por envolvimento em esquemas de descontos não autorizados, prestou depoimento.

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