Senadores Intensificam Investigações sobre o Banco Master e Acordo Mercosul-União Europeia

O Senado brasileiro intensifica as investigações sobre o Banco Master, com reuniões programadas e depoimentos agendados. Simultaneamente, um grupo de trabalho será criado para acompanhar os desdobramentos do acordo Mercosul-União Europeia.

Redação Corumbá - MS
Comissão de Assuntos Econômicos do Senado se mobiliza para investigar irregularidades e acompanhar acordos comerciais A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) está atenta às investigações envolvendo o Banco Master.
Uma subcomissão formada por 12 senadores foi criada nesta quarta-feira (4) e já está com uma agenda definida, que inclui reuniões com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, além de visitas ao Supremo Tribunal Federal e à Polícia Federal.
O senador Renan Calheiros, presidente da CAE, afirmou que o objetivo da investigação é claro: “Nós vamos requisitar toda documentação, inclusive as sigilosas, para também contribuir e investigar esta lama malcheirosa.
O fundo do Master era o fundo do poço e alguns poderosos agiram na sombra para evitá-lo e até revertê-lo”.
Além da CAE, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) Mista do INSS também se manifestou sobre o caso, decidindo ampliar o escopo das investigações.
A CPI planeja ouvir o proprietário do banco, Daniel Vorcaro, no dia 19 de fevereiro, após o Carnaval.
O depoimento, que estava agendado para esta quinta-feira, foi remarcado após a defesa de Vorcaro assegurar que não solicitará habeas corpus no STF para não se pronunciar.
Na Câmara dos Deputados, a formação da CPI do Master deve ser adiada.
Apesar de já haver assinaturas suficientes para sua criação, o presidente da Casa, Hugo Motta, informou que a proposta seguirá a fila de prioridades.
Outro tema que está na mira do Senado é o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.
Um grupo de trabalho será estabelecido dentro da Comissão de Relações Exteriores, sob a liderança do senador Nelsinho Trad.
Ele destacou a importância de dar ao Senado a mesma agilidade que a proposta deverá ter na Câmara, além de acompanhar a implementação do acordo, que será escalonada ao longo dos anos.
“O grupo de trabalho vai ficar totalmente focado e voltado para os desdobramentos da implantação do acordo de livre comércio.
A gente quer criar um canal – e é esse grupo de trabalho – para que, se determinado setor se sentir prejudicado, tiver alguma dúvida, que acione esse grupo de trabalho, nós vamos fazer as interlocuções pertinentes com os ministérios afins.” A previsão na Câmara é de que a votação do acordo Mercosul-União Europeia seja concluída após o Carnaval.
No dia 10 de fevereiro, a Comissão do Parlasul se reunirá para discutir o relatório de um texto extenso, com 480 páginas, que deverá ser apresentado pelo deputado Arlindo Chinaglia, ex-presidente da Câmara e atual presidente da Comissão do Parlasul.

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