Senadora Defende Tramitação de Projeto que Criminaliza a Misoginia na Câmara dos Deputados

A senadora Soraya Thronicke defende a continuidade da tramitação do projeto de lei que criminaliza a misoginia, aprovado no Senado. A parlamentar destaca os ataques que vem sofrendo e a importância da conscientização da população sobre a atuação dos políticos.

Redação Corumbá - MS
Soraya Thronicke enfrenta ataques após aprovação do projeto no Senado e busca apoio para sua continuidade A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), relatora do projeto de lei que criminaliza a misoginia, está em meio a um intenso debate após a aprovação da proposta no Senado.
Na última terça-feira (24), o projeto recebeu 67 votos a favor e agora se prepara para sua tramitação na Câmara dos Deputados.
Thronicke participou do programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional, onde compartilhou suas experiências e as reações que tem enfrentado desde que começou a trabalhar na proposta.
Durante a entrevista, a senadora revelou que tem sido alvo constante de ofensas e ataques nas redes sociais, o que a levou a um estado de alerta em relação à sua segurança e à de sua família.
“Nós mulheres somos xingadas 24 horas todos os dias, em 7×0, e nossas famílias têm de conviver com isso. Meus pais, minha família não abrem mais redes sociais. E usando nossas imagens!
Eu sou vítima de vários processos, mas processos que eu sequer deflagrei, que foram deflagrados pela Polícia Federal, que eu fiquei sabendo depois”, expressou Thronicke, destacando a gravidade da situação.
Ela enfatizou a importância de a população se informar sobre a postura e as ações dos parlamentares.
Segundo a senadora, durante a votação do projeto, muitos senadores que inicialmente se opuseram ao texto mudaram seu voto, temendo a repercussão negativa de suas ações.
“Eles tiveram de concordar, mas todos os pleitos deles para as retiradas ou acréscimos de questões que não eram importantes para nós e que abririam espaço para que eles pudessem se defender melhor na justiça, eles votaram a favor.
E estão mentindo para a população brasileira. Eles são os mentirosos.
A população precisa saber quem é quem, precisa entender que precisa ler mais do que duas linhas de uma reportagem”, afirmou.
Thronicke também fez críticas a um deputado que já se manifestou contrariamente ao projeto.
Embora não tenha mencionado o nome do parlamentar, ela declarou: “Tem de ser homem mesmo e diz que vai trabalhar com muito afinco para que esse projeto de lei seja barrado na Câmara.
Ele não vai conseguir. Eu já pedi uma agenda com o presidente Hugo Motta”.
Com a nova legislação, a misoginia e o ódio direcionado às mulheres passam a ser considerados crimes de preconceito e discriminação, com penas que variam de dois a cinco anos de prisão e multa.

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