Ministro da Fazenda Confia na Capacidade do STF em Gerir Crises de Imagem

Fernando Haddad acredita que o STF encontrará caminhos para enfrentar o impacto do 'Caso Master'. Ele destaca a importância de respostas institucionais adequadas e propõe reformas no combate ao crime organizado.

Redação Corumbá - MS
Fernando Haddad discute o impacto do 'Caso Master' e a importância de respostas institucionais adequadas.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, expressou sua confiança de que o Supremo Tribunal Federal (STF) saberá lidar com as repercussões do chamado ‘Caso Master’, que gerou controvérsias sobre a imagem da corte.
Em entrevista ao portal Metrópoles, Haddad mencionou a importância de se ter mecanismos internos que fortaleçam as instituições diante de crises.
Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br “Acredito que o presidente Fachin está preparado para abordar essa situação de forma apropriada.
Isso não diz respeito apenas ao STF, mas deve ser uma prática em todas as instituições. Quando há um problema institucional, é preciso haver um processo de saneamento interno.
Não se pode temer essa limpeza, pois é assim que se reconquista a credibilidade”, afirmou Haddad.
O ministro também revelou que um recente encontro entre ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Dias Toffoli, responsável pelo ‘Caso Master’ no STF, girou em torno da necessidade de respostas concretas para a sociedade.
Segundo Haddad, o presidente enfatizou a importância de aproveitar o momento para enfrentar crimes e corrupção de maneira eficaz.
“Ele destacou que temos uma oportunidade de atuar no combate ao crime e à corrupção a partir das esferas superiores. Essa é uma chance de oferecer uma resposta à sociedade.
Quando você aborda um desafio de forma correta, fortalece as instituições”, afirmou.
Além de discutir o ‘Caso Master’, Haddad abordou a questão do crime organizado e defendeu a necessidade de reformas constitucionais para integrar esforços de combate em nível nacional.
Ele destacou que o Estado deve ter o monopólio do uso legítimo da força, mas que isso deve ser equilibrado com uma inteligência eficaz. “O crime organizado não se limita a fronteiras estaduais.
Os governadores precisam entender que a inteligência não é local, pois os problemas transcendem as fronteiras estaduais e nacionais”, enfatizou.
Em relação ao Banco Central e à possível redução da taxa de juros em março, Haddad explicou que essa medida pode ser benéfica para a dívida pública, que cresceu 18% no ano passado.
Ele argumentou que a diminuição das taxas de juros é crucial para que o país consiga estabilizar sua dívida.

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