Ministro da Fazenda Comenta Impacto do Caso Master no STF

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, discute a resposta do STF ao 'Caso Master' e a importância de reformas institucionais para enfrentar o crime organizado. Ele também comenta sobre a possível redução das taxas de juros e suas implicações na dívida pública.

Redação Corumbá - MS
Fernando Haddad ressalta a importância da resposta institucional diante de crises e discute a necessidade de mudanças para combater o crime organizado.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, expressou sua confiança de que o Supremo Tribunal Federal (STF) encontrará soluções adequadas para mitigar os efeitos negativos do ‘Caso Master’ na percepção pública da corte.
Em uma entrevista concedida ao portal Metrópoles nesta quinta-feira, Haddad enfatizou a relevância de um posicionamento forte e responsável das instituições diante de crises.
Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br “Acredito que o presidente Fachin está determinado a oferecer uma resposta apropriada, e isso deve ocorrer em conjunto com seus colegas.
Essa situação não diz respeito apenas ao Supremo, mas a todas as instituições. Diante de um problema institucional, é fundamental ter mecanismos internos para resolução.
Não se pode temer o saneamento, pois é assim que se recupera a credibilidade institucional”, declarou Haddad.
O ministro revelou que um recente encontro entre ele, o presidente Lula e o ministro Dias Toffoli, relator do ‘Caso Master’ no STF, teve como um dos principais tópicos a necessidade de uma resposta eficiente à sociedade.
Haddad ressaltou a visão do presidente Lula, que enfatizou a oportunidade de combater o crime e a corrupção a partir das esferas superiores do governo.
“O presidente mencionou: temos uma chance de agir no combate à criminalidade, especialmente na corrupção, em níveis altos. Essa é uma oportunidade de dar uma resposta à sociedade.
Por isso, insisto que, ao enfrentar um problema de forma adequada, fortalecemos nossas instituições”, apontou o ministro.
Além de discutir o ‘Caso Master’, Haddad abordou a necessidade de reformas constitucionais que favoreçam a integração nacional no combate ao crime organizado.
Ele destacou que a segurança pública deve contar com um uso legítimo da força, acompanhado de inteligência para ser efetiva.
“O Estado possui o monopólio do uso legítimo da violência, mas isso deve ser calibrado para garantir a segurança da população.
A inteligência deve ser uma prioridade, pois não existe inteligência local.
Os governadores, especialmente os de direita, não estão percebendo que o crime não está restrito a uma localidade, ele ultrapassa fronteiras estaduais e nacionais”, afirmou.

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