Ibaneis Rocha Fica Ausente em CPI do Crime Organizado e Debate Sobre Habeas Corpus Aquece Discussões

A CPI do Crime Organizado se aproxima do fim sem a presença do ex-governador Ibaneis Rocha, que se beneficiou de um habeas corpus. Secretário Nacional de Políticas Penais revela a crise no sistema penitenciário, que enfrenta um déficit significativo de vagas.

Redação Corumbá - MS
CPI se aproxima do fim enquanto secretário revela estado crítico do sistema penitenciário brasileiro.
O ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, mais uma vez não compareceu à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, apesar das notificações feitas via e-mail, correspondência e tentativas de intimação em sua residência.
A presença de Rocha na CPI estava isenta devido a um habeas corpus que lhe garantiu essa proteção legal.
Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br O presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), expressou seu descontentamento com a ausência do ex-governador e reiterou a necessidade de uma decisão clara do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a interpretação dos habeas corpus.
Em sua fala, Contarato questionou a lógica de convocar testemunhas que podem não ser obrigadas a comparecer, ressaltando a importância da apuração dos fatos: “Não é razoável que em uma Comissão Parlamentar de Inquérito a oitiva de testemunhas seja desconsiderada pelo Supremo, que pode invalidar a convocação.
Isso levanta questões sobre a intenção de se apurar os fatos.
Quem não tem nada a esconder, não teme a investigação.” A CPI se encontra em uma fase crítica, já que seus trabalhos estão programados para encerrar na próxima terça-feira, dia 14.
Há um requerimento em andamento pedindo a prorrogação dos trabalhos, que será discutido com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, responsável por apresentar a proposta ao plenário.
Na ausência de Rocha, a CPI ouviu André Garcia, secretário Nacional de Políticas Penais, que apresentou um diagnóstico alarmante sobre o sistema prisional brasileiro.
Garcia destacou que atualmente existem 1.375 unidades prisionais, incluindo colônias e cinco penitenciárias federais, para acomodar a terceira maior população carcerária do mundo, que continua crescendo.
“Nos últimos anos, a população carcerária teve um aumento exponencial. Entre 1990 e 2019, o número de detentos aumentou em mais de 800%.
Hoje, enfrentamos um déficit de cerca de 200 mil vagas no sistema penitenciário.” Para solucionar esse déficit, Garcia apontou a necessidade de um investimento de aproximadamente R$ 14 bilhões e R$ 6 bilhões para custeio, além de destacar que o Estado deve implementar medidas de socialização e oferecer oportunidades para reintegração dos detentos à sociedade.

Leia o Artigo Completo

Ler Mais Corumbá MS