Desafios da Desinformação nas Eleições: Cármen Lúcia Aponta Riscos da Tecnologia
Cármen Lúcia, presidente do TSE, alerta para os riscos da desinformação e do uso inadequado da tecnologia nas eleições de 2026. A importância da informação precisa e da segurança no voto é destacada como essencial para a integridade democrática.
Redação Corumbá - MS
A presidente do TSE destaca a importância da informação e da segurança no processo eleitoral de 2026 A desinformação e as inverdades têm o potencial de comprometer a integridade do processo eleitoral, um alerta feito pela ministra Cármen Lúcia, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), durante um seminário focado em segurança, comunicação e desinformação realizado nesta terça-feira (27).
Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br De acordo com a ministra, a crescente utilização de tecnologias, especialmente a Inteligência Artificial, apresenta desafios significativos para as eleições que estão por vir.
O uso inadequado dessas ferramentas pode distorcer a realidade e enganar os eleitores.
“As mentiras divulgadas por meio de tecnologias, na forma de desinformação, não apenas distorcem a verdade, mas também enganam.
Em vez de garantir o direito constitucional à informação, elas promovem a desinformação.
Isso pode resultar em votos dados a candidatos que não representam realmente o eleitor, levando a frustrações posteriores”, afirmou Cármen Lúcia.
Segundo a presidente do TSE, combater a desinformação requer que os eleitores sejam informados sobre como e por que certas informações foram manipuladas e removidas, assegurando que façam escolhas conscientes em relação aos seus candidatos.
“A incerteza mina as bases democráticas de um processo eleitoral que deve ser conduzido de maneira íntegra e pacífica, evitando tumultos e, principalmente, atos de violência”, ressaltou.
Além disso, Cármen Lúcia enfatizou a importância de que as eleições de outubro ocorram em um ambiente seguro, proporcionando aos eleitores a tranquilidade necessária para realizarem seus votos.
“A segurança pessoal, social e política é fundamental para que cada eleitor possa escolher livremente seus representantes.
Qualquer tipo de restrição indevida a esse direito político essencial deve ser prontamente eliminado”, declarou.
Por fim, a ministra garantiu que o sistema de votação eletrônica é seguro e transparente, assegurando que não há interferências externas ou manipulações durante o processo de votação, o que contribui para uma relação entre eleitor e urna que deve ser exclusiva, tranquila e sem pressões.