Depoimento de João Carlos Mansur na CPI do Crime Organizado: Silêncio e Repercussões

João Carlos Mansur, fundador da Reag Investimentos, compareceu à CPI do Crime Organizado e optou por não responder perguntas, gerando debates sobre sua postura. A sessão, apesar da falta de respostas diretas, resultou na aprovação de novos requerimentos investigativos.

Redação Corumbá - MS
Fundador da Reag Investimentos comparece à CPI e invoca direito ao silêncio sobre investigações envolvendo o Banco Master.
Na última quarta-feira, 11, o fundador da Reag Investimentos, João Carlos Mansur, participou de uma sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado.
O depoimento foi breve, com duração inferior a uma hora, devido à proteção de um habeas corpus que lhe garantia o direito de permanecer em silêncio.
Logo no início, seu advogado, José Luis Oliveira Lima, esclareceu essa condição. “Ele irá exercer o direito constitucional de não responder perguntas.
Contudo, está presente para ouvir as indagações”, afirmou o advogado, ressaltando que Mansur não se manifestaria sobre os temas discutidos.
O presidente da CPI, senador Fabiano Contarato, do PT do Espírito Santo, fez um apelo ao depoente, questionando sobre a imagem que ele deixava para seus filhos ao se abster de comentar questões relevantes.
Após esse apelo, Mansur decidiu se pronunciar, mas limitou-se a poucos minutos de declarações.
Ele enfatizou que a Reag havia sido alvo de investigações devido ao seu tamanho e independência no mercado.
Antes de agosto do ano passado, a empresa contava com 800 funcionários e gerenciava mais de 700 fundos de investimento.
A Reag está envolvida nas operações Compliance Zero e Carbono Oculto, que investigam a infiltração do crime organizado no sistema financeiro brasileiro.
Durante seu depoimento, Mansur mencionou que o Banco Master era apenas um entre os muitos clientes atendidos pela Reag, comparando-o a outras instituições financeiras.
“O Banco Master era um cliente, assim como outros bancos e empresas do mercado. Um cliente normal”, afirmou.
Após essa breve fala, o silêncio tomou conta da sala, levando ao encerramento da reunião. Os senadores presentes concordaram que não faria sentido prolongar a sessão sem respostas conclusivas.
Apesar da falta de informações diretas sobre as investigações, a reunião foi considerada valiosa, segundo o relator Alessandro Vieira, do MDB de Sergipe.
“Não avançamos nas questões mais delicadas, que envolvem os fundos sob investigação, mas a sessão foi produtiva na aprovação de novos requerimentos”, comentou Vieira, referindo-se aos pedidos para acesso a novas quebras de sigilo e dados que já estão em posse da Polícia Federal.

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