CPI do Crime Organizado Convoca Ministros do STF e Outras Autoridades para Depoimentos

A CPI do Crime Organizado avança na convocação de ministros do STF e outros oficiais para depor sobre o caso Master, embora enfrente obstáculos legais. A situação de Thiego Raimundo, preso e indiciado por crimes graves, permanece central nas discussões da comissão.

Redação Corumbá - MS
Comissão aprova convites para ouvir figuras-chave relacionadas ao caso Master, mas enfrenta desafios legais.
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado deu um passo significativo ao aprovar convites para ouvir os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, a respeito do caso Master.
Além dos magistrados, a advogada Viviane Barci, esposa de Moraes, e os irmãos de Toffoli, José Carlos e João Eugênio Dias Toffoli, também estão na lista de convocados.
Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br No entanto, é importante ressaltar que esses convites não são obrigatórios, ou seja, os convocados não têm a obrigação legal de comparecer.
A CPI também decidiu convocar o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Master.
Originalmente, a reunião da CPI tinha como objetivo ouvir o depoimento de Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Jóias.
Contudo, o ministro Alexandre de Moraes ainda não se manifestou sobre o pedido de autorização para que TH pudesse depor.
Essa autorização é crucial, uma vez que ele está detido desde setembro do ano anterior, indiciado por uma série de crimes graves, incluindo organização criminosa, tráfico interestadual de armas e drogas, corrupção e lavagem de dinheiro, possivelmente ligado ao Comando Vermelho.
O presidente da CPI, senador Fabiano Contarato, do PT do Espírito Santo, expressou sua frustração com a falta de resposta do STF e anunciou que insistirá na solicitação.
“A CPI oficiou ao ministro responsável por esse caso, que é o ministro Alexandre de Moraes, para a autorização da oitiva deles e, até a presente data, infelizmente não obtivemos resposta, mas eu vou pedir à secretaria que faça um empenho junto com a advocacia do Senado para reiterar a importância da oitiva do senhor Thiago nesta comissão”.
Thiego foi preso no Rio de Janeiro em setembro e, desde dezembro, encontra-se no presídio federal em Brasília.
A situação levanta questões sobre a transparência e a eficácia das investigações em andamento, especialmente considerando as conexões do caso com figuras de alto escalão do governo e do judiciário.
Esse cenário destaca a relevância da CPI na luta contra o crime organizado no Brasil e a necessidade de um acompanhamento rigoroso das ações das autoridades.
O avanço das investigações e a resposta dos convocados podem ter um impacto significativo na percepção pública sobre a eficácia do sistema judiciário e das instituições de controle.

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