Bancada Governista Propõe Indiciamento de Jair Bolsonaro em Relatório Alternativo da CPMI do INSS

A bancada governista está elaborando um relatório alternativo na CPMI do INSS, propondo o indiciamento de Jair Bolsonaro por suposta organização criminosa. O documento também sugere a responsabilização de mais de 130 pessoas ligadas ao ex-presidente por fraudes nas contribuições previdenciárias.

Redação Corumbá - MS
Deputados alegam fraude em descontos de benefícios previdenciários e envolvimento de ex-presidentes em esquema criminoso A bancada governista está prestes a apresentar um relatório alternativo no âmbito da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, que sugere o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A proposta classifica Bolsonaro como o líder de uma suposta organização criminosa que teria fraudado descontos de contribuições associativas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br O deputado Paulo Pimenta, membro do PT do Rio Grande do Sul, afirmou que as alterações promovidas pelo governo de Bolsonaro facilitaram a ação de entidades que fraudaram descontos relacionados aos benefícios previdenciários.
Para Pimenta, a responsabilidade recai diretamente sobre o ex-presidente.
“Jair Bolsonaro é o cérebro desta organização criminosa, e nós vamos propor o indiciamento dele por organização criminosa, além de improbidade administrativa e furto qualificado de idosos.
Temos plena certeza, com base nas investigações realizadas, de que Jair Messias Bolsonaro liderou um esquema que desviou bilhões de reais dos aposentados.
O dinheiro que foi desviado pelo governo Bolsonaro está sendo restituído aos aposentados pela administração do presidente Lula.” De acordo com o deputado, os recursos obtidos por meio das fraudes teriam sido utilizados nas campanhas eleitorais de Bolsonaro, do ex-ministro Onyx Lorenzoni e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
A reportagem ainda aguarda posicionamentos das defesas dos envolvidos.
O relatório alternativo também prevê o indiciamento de mais de 130 indivíduos, incluindo ex-ministros, políticos, servidores do INSS, líderes de associações e assessores que estariam envolvidos nas fraudes.
Os deputados aliados ao governo alegam que o relatório apresentado por Alfredo Gaspar, do PL de Alagoas, não possui o suporte necessário para ser aprovado pela comissão.
Eles afirmam que, caso o texto oficial não consiga a aprovação, cabe ao presidente da CPMI submeter à votação o relatório alternativo elaborado pelos parlamentares da base governista.

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