A Estratégia de Donald Trump para Blindar sua Administração

Donald Trump adotou uma estratégia de lealdade em sua administração, dificultando a possibilidade de questionamento sobre suas decisões. Essa abordagem tem implicações significativas para a governança e a democracia nos Estados Unidos.

Redação Corumbá - MS
Como a escolha de lealdade sobre competência impactou a governança dos EUA Imagem: politicususa.com Donald Trump, durante seu segundo mandato, adotou uma abordagem estratégica que priorizou a lealdade em detrimento da competência ao escolher seus colaboradores.
Essa decisão não foi meramente uma questão de preferência pessoal, mas uma manobra calculada para consolidar seu poder e evitar que qualquer membro de sua administração pudesse questionar suas decisões.
A escolha de lealdade sobre competência teve implicações profundas para a estrutura de seu governo, tornando quase impossível para os membros de sua equipe expressar opiniões contrárias.
Além disso, essa estratégia dificultou a possibilidade de ativar o 25º Emendamento da Constituição Americana, uma cláusula que permite a remoção do presidente caso ele seja considerado incapaz de exercer suas funções.
Após os eventos de 6 de janeiro, o especialista John Hudak escreveu para o Brookings, destacando que a América não está sem opções diante de uma liderança questionável.
Ele argumentou que o vice-presidente e a maioria do gabinete poderiam invocar o 25º Emendamento para declarar Trump incapaz de exercer suas funções.
Essa ação, segundo Hudak, não invalidaria os resultados da eleição de 2016, mas reforçaria que o presidente havia violado o juramento feito ao assumir o cargo.
O processo de invocação do 25º Emendamento é complexo, mas essencial para a proteção da democracia.
Se o vice-presidente e a maioria do gabinete decidirem que o presidente está incapacitado, essa informação deve ser comunicada ao Congresso.
Nesse caso, os poderes da presidência seriam transferidos para o vice-presidente.
O presidente, por sua vez, pode notificar o Congresso de que não está mais incapacitado, mas o vice-presidente e a maioria do gabinete poderiam contestar essa decisão, levando a um debate no Congresso.
A remoção de críticos e a substituição por aliados incondicionais tornou a situação ainda mais delicada.
O atual presidente da Câmara, Mike Johnson, e o líder da maioria no Senado, John Thune, são exemplos de como Trump tem cercado sua administração de leais, o que pode dificultar futuras tentativas de impeachment ou invocação do 25º Emendamento.
Recentemente, Trump enviou uma carta a líderes europeus que foi interpretada como uma forma de “chantagem econômica”, gerando promessas de respostas firmes por parte desses líderes.
A situação atual exige que os cidadãos e os membros do governo reflitam sobre a direcção que o país está tomando sob uma administração que prioriza a lealdade acima de tudo. Leia mais abaixo.

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