Nos últimos dias, o vírus Nipah tem recebido destaque nas manchetes de jornais brasileiros, gerando uma onda de preocupação entre a população. No entanto, uma influenciadora brasileira que vive na Índia decidiu esclarecer as informações que estão sendo divulgadas. Ela critica a cobertura da mídia e apresenta dados que divergem das reportagens, desmistificando o que realmente está acontecendo no país asiático.
O Vírus Nipah e Sua Transmissibilidade
O Nipah é um vírus zoonótico, ou seja, é transmitido de animais para humanos, sendo os morcegos seus principais hospedeiros. A infecção ocorre principalmente através do contato com secreções de animais contaminados ou alimentos contaminados, como a seiva de palmeira. O cardiologista Dr. Christian Dal Ponte explica que, apesar de sua alta taxa de mortalidade, que varia entre 40% e 75%, o potencial de transmissão do vírus é considerado baixo em comparação às doenças respiratórias.
“O potencial hoje do vírus Nipah se tornar uma pandemia é teórico, e a Organização Mundial de Saúde considera isso como um risco baixo a moderado,” afirma Dr. Dal Ponte.
Críticas à Mídia Brasileira
A influenciadora brasileira, que não teve seu nome divulgado, fez uma série de publicações em suas redes sociais criticando a cobertura da mídia sobre o vírus. Em uma de suas postagens, ela destacou que a informação de que mais de 300 casos de Nipah foram registrados na Índia é incorreta. Segundo ela, os dados corretos indicam que, nos últimos 25 anos, foram cerca de 100 casos no país, com um pico inicial em 2000.
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Ela também mencionou que, atualmente, dois casos confirmados foram reportados no estado de West Bengal, e que as autoridades locais estão realizando testes rigorosos em pessoas que possam ter tido contato com os infectados. “O governo age rapidamente, colocando pessoas em quarentena e realizando testes para garantir a segurança da população,” comentou.
Entendendo a Letalidade do Vírus
Embora a letalidade do vírus Nipah seja alarmante, sua forma de transmissão é diferente de vírus como o da Covid-19. Dr. Dal Ponte destaca que o Nipah não é disseminado pelo ar, requerendo contato próximo com fluidos corporais de uma pessoa infectada. Isso inclui saliva, urina ou outros fluidos, o que torna a transmissão menos provável em comparação a doenças respiratórias.
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O médico também chama a atenção para as sequelas neurológicas que podem afetar os sobreviventes, ressaltando que, assim como no início da pandemia de Covid-19, não existem tratamentos específicos ou vacinas disponíveis para o Nipah.
A Importância da Informação Correta
Diante de um cenário da “POSSÍVEL” desinformação segundo influenciadora, a mesma enfatiza a necessidade de uma comunicação clara e precisa. “As pessoas precisam saber que, embora o vírus seja perigoso, o pânico não é a resposta. Devemos confiar nas autoridades locais e nas informações corretas sobre a situação,” disse ela em um de seus vídeos.
As redes sociais têm se mostrado uma plataforma importante para a disseminação de informações, mas também podem propagar notícias erradas. Portanto, é fundamental que os cidadãos busquem fontes confiáveis e profissionais da saúde para entender melhor os riscos e as realidades em relação ao vírus Nipah.










