Ministro brasileiro participa de encontro virtual sem declarações oficiais ao final
No último domingo (05), o governo do Brasil esteve presente em uma reunião ministerial da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) para debater a complexa situação na Venezuela. O encontro, que ocorreu de forma virtual e a portas fechadas, contou com a participação do ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, que representou o país. Ao término da reunião, não houve um consenso entre os membros do bloco, resultando na ausência de uma nota oficial sobre os tópicos discutidos.
A Celac, composta por 33 países, é o único fórum de diálogo que congrega todas as nações em desenvolvimento do continente americano, permitindo um espaço para debate sobre questões regionais. Durante a reunião, o chanceler da Venezuela, Yván Gil, fez uma declaração contundente, acusando os Estados Unidos de violarem a zona de paz que foi estabelecida em 2014 por consenso entre os estados latino-americanos e caribenhos. Gil também denunciou o que chamou de sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, a primeira-dama Cilia Flores.
O cenário político da Venezuela continua a ser uma preocupação para a comunidade internacional, especialmente com a crescente atividade militar dos Estados Unidos na região. Nesta segunda-feira, uma reunião extraordinária do Conselho de Segurança das Nações Unidas foi convocada para discutir as operações norte-americanas no país caribenho. A solicitação para a reunião foi feita pela Colômbia, e recebeu apoio de outros países, incluindo Rússia e China, que criticaram a intervenção militar dos Estados Unidos. Entretanto, a situação é complexa, uma vez que os Estados Unidos estão entre os cinco países do Conselho com poder de veto, o que pode dificultar a aprovação de qualquer resolução que contrarie sua posição.
A falta de um posicionamento unificado da Celac sobre a Venezuela sinaliza a dificuldade do bloco em lidar com questões tão polarizadoras. A reunião virtual, que tinha como objetivo encontrar um caminho comum entre os países membros, acabou não resultando em um avanço significativo, deixando em aberto a discussão sobre como a comunidade internacional deve abordar a crise política e humanitária na Venezuela.









