Senador Carlos Viana declara extensão dos trabalhos da comissão por até 120 dias em cumprimento a ordem judicial.
Em um momento crucial que antecedeu o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a prorrogação da CPI Mista do INSS, o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), fez um anúncio significativo:
“Como decisão judicial a gente cumpre, a gente não questiona, e é exatamente o que nós temos feito, em nome dos aposentados, dos órfãos e das viúvas de um Brasil que quer o combate à corrupção, eu declaro prorrogada esta CPI por até 120 dias. A sessão está suspensa.”
Viana justificou sua decisão ao afirmar que estava seguindo uma determinação do ministro André Mendonça, que, em uma decisão na terça-feira (24), havia dado um prazo de 48 horas para que a presidência do Senado realizasse a leitura do requerimento de prorrogação dos trabalhos da CPI. Caso contrário, a comissão seria automaticamente prorrogada, e foi exatamente isso que aconteceu.




A reunião foi suspensa e será retomada após o julgamento na Suprema Corte. Se os ministros do STF concordarem com o voto de Mendonça, os parlamentares decidirão por quanto tempo a comissão será prorrogada. A base aliada acredita que uma prorrogação de 15 dias é suficiente, enquanto a oposição defende um prazo de 60 dias.
Se os ministros do STF decidirem contra a liminar de André Mendonça, a leitura dos relatórios poderá ser feita nesta sexta-feira (27). Até o momento, foram elaborados dois relatórios: o oficial, do relator deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), com 5 mil páginas e mais de 220 indiciados, e um relatório alternativo do PT, com novos indiciamentos e pedidos de investigação.
Se a leitura do relatório ocorrer nesta sexta, a votação será agendada para sábado (28), o que marcaria o último dia de funcionamento da CPI. Todos os parlamentares estão em estado de alerta, prontos para as deliberações.









