Oito réus, incluindo dois parlamentares, são acusados de desvio de verbas de emendas parlamentares em São José de Ribamar.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) fez um pedido formal nesta terça-feira (10) para que os oito réus, entre eles dois deputados do Partido Liberal (PL), sejam condenados por uma série de crimes relacionados a um suposto esquema de desvio de verbas de emendas parlamentares destinadas a um município no estado do Maranhão.


Os deputados federais envolvidos são Josimar Cunha Rodrigues, conhecido popularmente como Josimar Maranhãozinho, e Gildenemir de Lima Sousa, o Pastor Gil. Além deles, figura também o ex-deputado João Bosco da Costa, mais conhecido como Bosco Costa.
Os três enfrentam acusações de corrupção passiva e formação de organização criminosa. De acordo com as alegações apresentadas pela PGR, teriam solicitado propina para liberar emendas destinadas à cidade de São José de Ribamar.
Outros réus no caso, como Thalles Andrade Costa, João Batista Magalhães, Adones Gomes Martins, Abraão Nunes Martins Neto e Antônio José Silva Rocha, são acusados de exigir do então prefeito José Eudes Sampaio, em 2020, uma porcentagem de 25% dos mais de R$ 6,6 milhões em emendas, totalizando mais de R$ 1,5 milhão em propina.
Durante os procedimentos judiciais, o subprocurador-geral da República, Paulo Vasconcelos Jacobina, apresentou gravações obtidas pela Polícia Federal que evidenciam tentativas do Pastor Gil de se reunir com o prefeito da época.
O ex-prefeito, por sua vez, havia formalizado uma denúncia, relatando que estava sendo alvo de cobranças e intimidações por parte dos integrantes do grupo investigado.
Defesas contestam validade das provas
As defesas dos deputados apresentaram pedidos para anular as provas coletadas pela Polícia Federal em decorrência de duas operações distintas. Durante a audiência, o advogado de Josimar Cunha Rodrigues, Felipe de Carvalho, fez referência a trechos do depoimento do ex-prefeito José Eudes Sampaio, argumentando que os recursos não se tratavam de emendas parlamentares.
Ele ainda negou a existência de evidências que comprovassem que Josimar tivesse solicitado qualquer vantagem indevida para a liberação dos fundos.
Na defesa do Pastor Gil, o advogado Maurício Campos Jr. solicitou a absolvição do parlamentar, alegando que não há indícios de crime e que as provas digitais obtidas a partir de celulares foram manipuladas.
Por fim, os advogados do ex-deputado Bosco Costa afirmaram que a emenda atribuída a ele havia sido incluída no Orçamento no ano anterior ao início de seu mandato e negaram a existência de provas que indicassem seu conhecimento sobre as supostas propinas.









