Orçamento da União de 2026: R$ 6,5 trilhões e novas diretrizes financeiras

O Orçamento da União de 2026 foi sancionado com um total de R$ 6,5 trilhões, priorizando setores como educação e saúde. O aumento do salário mínimo e os investimentos em programas sociais são destaques da nova lei orçamentária....

Presidente Lula sanciona lei orçamentária com ênfase em educação, saúde e programas sociais

Na última quarta-feira, foi sancionada a Lei Orçamentária Anual (LOA) para o ano de 2026, que estabelece um orçamento total de R$ 6,5 trilhões para a União. Este valor expressivo reflete as prioridades do governo, com investimentos significativos em setores essenciais.

Do montante total, cerca de R$ 1,8 trilhão será destinado ao refinanciamento da dívida pública, o que demonstra a continuidade do compromisso do governo em manter a estabilidade fiscal. No entanto, um dos pontos de atenção foi o veto do presidente Lula a aproximadamente R$ 400 milhões em emendas parlamentares. Essas emendas, que foram adicionadas pelo Congresso Nacional, não estavam previstas na proposta orçamentária enviada pelo Executivo, o que gerou discussões sobre o papel do Legislativo nas finanças públicas.

Nos próximos dias, o governo federal também planeja remanejar cerca de R$ 11 bilhões em emendas parlamentares para outras finalidades, buscando otimizar a alocação dos recursos disponíveis.

A área da educação receberá um dos maiores investimentos, com um orçamento estimado em R$ 233 bilhões, refletindo a importância atribuída ao desenvolvimento educacional do país. Da mesma forma, a saúde contará com aproximadamente R$ 271 bilhões, com o objetivo de melhorar os serviços e atender às demandas da população.

Além disso, o salário mínimo terá um aumento significativo, passando de R$ 1.518 para R$ 1.621, o que pode impactar positivamente a renda de milhões de brasileiros.

Os programas sociais também foram contemplados nesse orçamento. O Bolsa Família, que é uma das principais iniciativas de assistência social, contará com R$ 158 bilhões, assegurando a continuidade do suporte a famílias em situação de vulnerabilidade. Para o programa Pé-de-Meia, que incentiva a permanência de estudantes na escola, foram alocados R$ 11,5 bilhões. Já o programa Gás para Todos, que visa garantir o acesso ao botijão de gás para famílias de baixa renda, terá quase R$ 4,7 bilhões destinados a essa causa.

O governo ainda mantém a meta de resultado primário positivo em cerca de R$ 34,2 bilhões, buscando um equilíbrio nas contas públicas e promovendo um ambiente econômico mais saudável para os cidadãos.

A proposta orçamentária reflete não apenas números, mas compromissos com a qualidade de vida e o futuro do povo brasileiro.