Ministério Público Militar Solicita Perda de Patente de Bolsonaro e Outros Militares

O Ministério Público Militar pediu a perda da patente do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros quatro oficiais por envolvimento em um golpe de estado. As penas incluem longos anos de prisão, e a decisão final cabe ao Superior Tribunal Militar....
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Ex-presidente e quatro oficiais são acusados de envolvimento em organização criminosa que tentou desestabilizar o Estado democrático.

Na última terça-feira (3), o Ministério Público Militar formalizou um pedido ao Superior Tribunal Militar para que seja declarada a perda da patente do ex-presidente Jair Bolsonaro, juntamente com mais quatro oficiais das Forças Armadas. Eles são acusados de liderar uma organização criminosa que tentou perpetrar um golpe de estado no Brasil.

Ministério Público Militar Solicita Perda de Patente de Bolsonaro e Outros Militares
Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br
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A Declaração de Indignidade para o Oficialato, proposta pelo Ministério Público, pode resultar na cassação da patente e na perda de benefícios relacionados à carreira militar dos envolvidos, conforme estabelecido pela decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

O caso de Bolsonaro, que é capitão reformado do Exército, será relatado pelo ministro Carlos Aquino, enquanto a ministra Verônica Sterman atuará como revisora.

Além de Bolsonaro, os pedidos de perda de patente incluem os generais do Exército Paulo Sérgio, Augusto Heleno e Walter Braga Netto, assim como o almirante de Esquadra Almir Garnier.

Segundo a Constituição Brasileira, cabe ao Ministério Público Militar solicitar a declaração de indignidade para oficiais que tenham sido condenados a penas superiores a dois anos, seja por crimes militares ou comuns.

Em um julgamento realizado no ano passado, o STF condenou Jair Bolsonaro a 27 anos de prisão por diversos crimes, incluindo tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, danos qualificados por violência e deterioração de patrimônio tombado.

Os outros oficiais condenados receberam penas que variam de 19 a 26 anos, sendo que Braga Netto foi sentenciado a 26 anos, Almir Garnier a 24 anos, Augusto Heleno a 21 anos e Paulo Sérgio a 19 anos de prisão.

A decisão sobre a manutenção ou não das patentes dos militares será tomada pelo Superior Tribunal Militar.

A ministra Maria Elisabeth Rocha, presidente do tribunal militar, informou que não há um prazo legal definido para o julgamento das ações, mas garantiu que os processos serão pautados assim que os relatores os liberarem para análise.

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