Grupo de Trabalho Técnico da Maré visa integrar políticas públicas em áreas essenciais para a comunidade.
Na última terça-feira (27), o Rio de Janeiro foi palco do lançamento do Grupo de Trabalho Técnico da Maré, uma iniciativa do Governo Federal que reúne quinze ministérios com o objetivo de fortalecer as políticas públicas na região da Maré, situada na zona norte da cidade.


A proposta do grupo envolve também a colaboração de universidades e instituições federais, visando uma atuação integrada em áreas como saúde, igualdade racial, direitos sociais, habitação, segurança cidadã e participação social. O foco é desenvolver ações que tenham um impacto duradouro na comunidade.
Durante o evento, importantes figuras políticas estiveram presentes, incluindo a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, o diretor do Departamento de Gestão Interfederativa e Participativa do Ministério da Saúde, André Bonifácio, e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, além de representantes de organizações e líderes comunitários.
Guilherme Boulos enfatizou a relevância da criação do grupo e os investimentos que estão sendo direcionados para a Maré:
“Estamos diante de uma construção histórica com a formação do grupo de trabalho da Maré, que envolve 15 ministérios, algo sem precedentes. Essa iniciativa é fruto de um diálogo com os moradores, que contribuíram com suas principais demandas em um caderno de respostas. O governo está liberando R$ 170 milhões para o programa Periferia Viva, que inclui obras de urbanização e moradia digna.”


De acordo com Boulos, o grupo terá um prazo de três meses para elaborar um planejamento específico:
“Nos próximos 90 dias, nosso objetivo é estruturar um planejamento. Além dos ministérios, as lideranças da Maré também farão parte deste processo, assegurando que suas vozes sejam ouvidas. Após esse período, acompanharíamos a implementação do planejamento dentro de cada ministério.”
O ministro também abordou a questão da escala 6 por 1, afirmando que medidas estão sendo tomadas para extingui-la:
“Vamos acabar com a escala 6 por 1 no Brasil. Essa é uma demanda legítima dos trabalhadores brasileiros, e espero que possamos ver isso aprovado e promulgado pelo presidente Lula ainda neste semestre.”
Boulos concluiu ressaltando que a iniciativa pode servir como modelo para ações em outras comunidades ao redor do país.









