Deputada federal promete buscar justiça após encenação considerada ofensiva e racista durante sessão legislativa.
Em meio a um crescente debate sobre racismo e representação política, a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) anunciou que tomará todas as medidas legais possíveis contra a deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL-SP). A polêmica surgiu após a parlamentar do PL realizar uma encenação considerada racista na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), onde utilizou a prática do blackface.


“É aceitável ter opiniões divergentes, mas existem limites que não devem ser ultrapassados. Temos leis que devem ser respeitadas e, com certeza, estaremos ao lado de movimentos que já se organizam para buscar uma resposta efetiva a essa prática e evitar que qualquer tipo de violência se normalize”, declarou Erika Hilton em entrevista à Rádio Nacional na última segunda-feira (23).
A deputada Hilton revelou que já denunciou Fabiana Bolsonaro ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por outras inconsistências. Em suas palavras, a utilização de blackface para atacar uma colega parlamentar é, por si só, um ato grave e violento. “Além da gravidade dessa ação, a parlamentar ainda se declarou parda para se beneficiar das cotas raciais, o que caracteriza uma fraude no processo eleitoral”, destacou.


Recentemente, Fabiana Bolsonaro, em um discurso na Alesp, criticou a eleição de Erika Hilton para a presidência da Comissão da Mulher da Câmara dos Deputados. Durante essa fala, a deputada do PL recorreu à prática do blackface, o que gerou indignação entre diversos setores da sociedade. Essa prática, que envolve o uso de maquiagem para modificar a cor da pele e reforçar estereótipos raciais, é amplamente condenada como uma forma de racismo.
A repercussão do ato foi imediata, com manifestações de repúdio em redes sociais e na imprensa. O Movimento Negro Unificado (MNU) se posicionou contra a ação de Fabiana Bolsonaro, afirmando que se tratou de um ato planejado para perpetuar o racismo e desumanizar a população negra.
Em resposta às críticas, Fabiana Bolsonaro defendeu sua encenação nas redes sociais, alegando que sua intenção não era ridicularizar, mas sim criticar a presença de uma mulher trans em um cargo de representatividade feminina.
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