O ex-presidente Donald Trump se vê em uma situação complicada na disputa do Senado do Texas, enquanto os republicanos enfrentam a possibilidade de um intenso segundo turno.

Os republicanos do Senado estão em um verdadeiro dilema no Texas. Durante meses, solicitaram a Donald Trump que endossasse o senador John Cornyn, na esperança de evitar uma disputa acirrada e dispendiosa nas primárias. No entanto, Trump tomou uma postura inesperada, recusando-se a dar apoio ao candidato.
Em uma tentativa de demonstrar sua influência, o ex-presidente foi até o Texas e convidou todos os concorrentes para um evento, mas não fez nenhuma escolha em favor de um candidato específico na corrida pelo Senado. Essa abordagem gerou um clima de incerteza entre os candidatos e seus apoiadores.
O panorama das primárias republicanas se desenrolou conforme muitos analistas previam. Cornyn e o Procurador Geral do Texas, Ken Paxton, estão separados por menos de dois pontos percentuais e se preparam para um segundo turno, já que nenhum dos candidatos conseguiu atingir a marca de 50% dos votos. Essa situação é vista como um pesadelo para o partido de Trump.
O ex-operador político do Texas, Mark McKinnon, comentou sobre a apreensão dentro do partido: “Uma tempestade perfeita se forma para os democratas do Texas. Eles têm um candidato capaz de atrair moderados e republicanos mais suaves. Talarico pode ser o líder que leva os democratas do Lone Star a sair do deserto em que estão há 35 anos.”
Agora, pressionado pela situação, Trump mudou de estratégia. Ele busca encerrar a disputa no Senado com uma abordagem semelhante a um reality show, onde pretende escolher um candidato através de um endosse, fazendo com que o outro concorrente na corrida desista.










