Carta enviada ao presidente do Comitê Judiciário destaca a importância da supervisão do Congresso sobre a independência do Federal Reserve

Durante a presidência de Joe Biden, o congressista Jim Jordan (R-OH) liderou um subcomitê da Câmara que investigou a alegada “armação do governo” por parte do presidente. No entanto, a preocupação de Jordan com a utilização do governo para fins políticos parece ter diminuído desde que Donald Trump assumiu novamente a Casa Branca. Diante dessa mudança, os democratas do Comitê Judiciário decidiram enviar uma carta ao deputado a fim de relembrá-lo de sua responsabilidade.
A carta, liderada por Jamie Raskin (D-MD), expressa a necessidade urgente de investigar o que os democratas consideram um uso indevido do poder de acusação do Departamento de Justiça (DOJ). Os parlamentares pedem a Jordan que utilize sua autoridade como presidente do Comitê para abrir uma investigação sobre a pressão política exercida sobre o Federal Reserve, uma entidade independente, para manipular a economia em benefício do presidente e de seu partido antes das eleições de meio de mandato.
A independência do Federal Reserve é vista como fundamental para a estabilidade econômica dos Estados Unidos. Ao longo de mais de um século, o Congresso tem trabalhado para proteger o Federal Reserve de interferências políticas, assegurando que a política monetária busque o máximo de emprego e a estabilidade de preços, e não mudanças temporárias para favorecer presidentes em épocas de eleições.
Quando presidentes pressionam bancos centrais a alterar taxas de juros por conveniência política, os resultados costumam ser desastrosos: inflação, instabilidade econômica, aumento do desemprego, desaceleração do crescimento e deterioração da confiança pública nas instituições financeiras. Esses são efeitos que podem comprometer a saúde econômica de um país e a integridade de suas políticas monetárias.
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