O banqueiro do Master será ouvido na próxima segunda-feira, em uma mudança de calendário da CPI que busca esclarecer irregularidades em empréstimos consignados.
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) Mista do INSS decidiu antecipar o depoimento do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do banco Master, para a próxima segunda-feira, dia 23. Originalmente agendado para o dia 26, a mudança foi anunciada pelo presidente da CPI, senador Carlos Viana, que justificou a alteração como uma maneira de priorizar os trabalhos da comissão. A audiência está marcada para as 16h.
O foco do depoimento de Vorcaro será exclusivamente os descontos indevidos aplicados em contas de aposentados e pensionistas. De acordo com Carlos Viana, existem mais de 250 mil contratos de empréstimos consignados que apresentam irregularidades, com contratações e descontos realizados sem a devida autorização dos beneficiários. Os senadores buscam esclarecer se medidas foram adotadas para assegurar a devolução dos valores descontados de forma equivocada.
Como parte do acordo para que ele compareça à CPI, Vorcaro não deverá solicitar habeas corpus durante seu depoimento, o que facilita a coleta de informações relevantes sobre os casos em questão. Após sua oitiva na CPI do INSS, o banqueiro também deverá comparecer à Comissão de Assuntos Econômicos, onde abordará outros assuntos relacionados ao banco Master, provavelmente na terça-feira seguinte.


O cenário atual revela um crescente interesse e preocupação por parte do Senado em relação às práticas de instituições financeiras, especialmente no que tange à proteção dos direitos dos aposentados. As investigações da CPI têm como objetivo garantir que todos os beneficiários do INSS estejam cientes de seus direitos e que não sejam vítimas de práticas abusivas.
O depoimento de Vorcaro é um passo importante para a elucidação dos fatos e para a responsabilização dos envolvidos nas irregularidades apontadas. Além de esclarecer as práticas do banco Master, a CPI busca implementar medidas que possam prevenir futuros abusos e proteger os mais vulneráveis, como os aposentados e pensionistas.
Com a antecipação do depoimento e a urgência em abordar essas questões, espera-se que a CPI consiga trazer à tona informações cruciais que poderão impactar diretamente a regulamentação do setor financeiro, especialmente no que diz respeito aos empréstimos consignados.











