Durante uma audiência no Congresso, diretor do ICE, Todd Lyons, afirma que sua agência é uma vítima em meio a discursos agressivos.

O diretor do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE), Todd Lyons, utilizou sua participação em uma audiência da Câmara para se posicionar como a verdadeira vítima das críticas e da suposta violência que assola a agência em todo o país.
Durante sua declaração inicial, Lyons expressou preocupação com a retórica negativa direcionada ao ICE, afirmando que tal discurso “incita a violência contra patriotas americanos dedicados à defesa da nossa pátria, e isso precisa acabar”. Ele ainda destacou que a agência enfrenta “o ambiente operacional mais mortal da sua história”.
Lyons, no entanto, foi confrontado pela deputada LaMonica McIver (D-NJ), que trouxe uma perspectiva mais crítica à discussão. Ela questionou Lyons sobre suas crenças religiosas, perguntando: “Você se considera uma pessoa religiosa?” Ao receber uma confirmação, McIver prosseguiu: “Como você acha que será o Dia do Juízo para você, com tanto sangue em suas mãos?”. A resposta de Lyons foi evasiva, afirmando que não iria “entreter essa questão”.
A troca de palavras gerou uma discussão acalorada, onde McIver insistiu em sua pergunta, afirmando que estava apenas buscando uma resposta em um contexto que frequentemente envolve referências religiosas. A audiência, que deveria ser um espaço para debates construtivos, acabou se transformando em um campo de batalha retórico entre a autoridade do ICE e os legisladores preocupados com a moralidade das ações da agência.
Além disso, muitos críticos argumentam que enquanto o ICE clama ser vítima, as verdadeiras vítimas são aqueles que são maltratados e abusados enquanto estão sob custódia. Os números de abusos e as histórias de detenção desumana levantam questões sobre a eficácia e a ética das operações do ICE, que precisam ser discutidas. A realidade é que, em vez de focar apenas em sua própria narrativa, a agência deve considerar as vozes das pessoas que realmente sofreram nas mãos de suas políticas.











