CPI do Crime Organizado busca prorrogação para aprofundar investigações

A CPI do Crime Organizado busca prorrogar suas atividades por mais 60 dias para aprofundar investigações e ouvir depoimentos. A discussão em torno da aposentadoria compulsória de magistrados também está em pauta em outra comissão do Senado....
Ver como Web Story

Comissão solicita mais 60 dias para ouvir depoimentos e analisar documentos relevantes

Com o prazo de suas atividades se esgotando em menos de uma semana, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado está em busca de uma extensão para suas investigações. O relator da comissão, senador Alessandro Vieira, do MDB de Sergipe, apresentou um requerimento para a prorrogação das atividades, que já conta com a assinatura de 28 senadores, superando o número mínimo necessário para a aprovação. A solicitação visa estender os trabalhos por mais 60 dias, com o intuito de ouvir depoimentos considerados cruciais e examinar uma quantidade significativa de documentação que Vieira descreveu como “monumental”. Esse movimento se dá especialmente em decorrência das novas revelações relacionadas ao caso Master.

CPI do Crime Organizado busca prorrogação para aprofundar investigações
Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br
CPI do Crime Organizado busca prorrogação para aprofundar investigações
Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br

Na terça-feira (7), a CPI se reunirá novamente na tentativa de ouvir o ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha. Ele foi convocado, mas está desobrigado a comparecer devido a uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, que determina que investigados não podem ser compelidos a se incriminar. Isso significa que a decisão de comparecer ou não é inteiramente dele.

Considerando a provável ausência de Ibaneis Rocha, a CPI deverá ouvir o Secretário Nacional de Políticas Penais, André Garcia. Para quarta-feira (8), está agendada outra tentativa de depoimento do ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que também foi convocado e possui um habeas corpus. Além disso, o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participará como convidado.

Enquanto isso, em outra frente, na Comissão de Constituição e Justiça, os senadores estão programados para discutir uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa proibir a aposentadoria compulsória de magistrados como forma de punição para aqueles que forem condenados administrativamente por irregularidades em suas funções. Representantes da magistratura, incluindo a Associação dos Magistrados do Brasil e o Conselho Nacional de Justiça, estarão presentes para debater a proposta, que foi originalmente apresentada pelo ex-senador Flávio Dino em 2024. A PEC precisa ser votada na Comissão antes de seguir para o plenário. Recentemente, no dia 16, o ministro Dino emitiu uma decisão que proíbe a aposentadoria compulsória como penalidade, uma decisão que já foi contestada pela Procuradoria Geral da República (PGR).

plugins premium WordPress