Apenas 22% dos cargos ministeriais são ocupados por mulheres, evidenciando a desigualdade de gênero na política mundial
Um em cada sete países no mundo possui uma mulher na liderança de governo, de acordo com um estudo realizado pela União Interparlamentar e pela ONU Mulheres. Esta pesquisa, divulgada na última sexta-feira, 13, evidencia a sub-representação feminina em cargos políticos, que permanece alarmante.
Conforme os dados apresentados, apenas 22% dos cargos ministeriais são ocupados por mulheres. A presença feminina nos parlamentos também é discreta, alcançando apenas 27,5%. Isso significa que a maioria das casas legislativas ao redor do mundo continua sob o controle masculino.
A ONU Mulheres apontou que, neste ano, somente 28 países são governados por mulheres, enquanto 101 nações nunca tiveram uma líder feminina. Esses números refletem uma estagnação, e em certos casos, um retrocesso na participação das mulheres em posições de liderança, especialmente no que diz respeito ao Executivo.
Os organizadores do estudo destacam a importância da inclusão feminina nas decisões políticas, afirmando que a exclusão de mulheres da liderança resulta em políticas de paz, segurança e economia que não representam metade da população mundial.
Além da falta de representatividade, as mulheres que atuam na política enfrentam uma realidade difícil, marcada por intimidações e violências, tanto no ambiente virtual quanto no cotidiano. O estudo revela que cerca de 76% das mulheres parlamentares já relataram ter sofrido algum tipo de violência de gênero durante sua trajetória política.
A nova representante da ONU Mulheres no Brasil, Galliane Palayret, compartilhou uma mensagem nas redes sociais destacando a importância das eleições deste ano e a necessidade de apoiar as candidaturas femininas. Ela enfatizou:
“Estamos aqui para apoiar as mulheres e garantir que elas tenham oportunidades de concorrer, votar e serem votadas”.
Outro ponto relevante abordado pela ONU Mulheres é que, mesmo quando as mulheres conseguem alcançar posições de liderança, elas tendem a ocupar pastas que estão tradicionalmente ligadas a setores sociais. Em contrapartida, os homens continuam dominando ministérios relacionados à defesa, segurança interna, justiça, economia e educação.











