População pode ajudar a combater a corrupção nas emendas parlamentares, afirma ministro da CGU

O ministro da CGU, Vinícius de Carvalho, ressaltou a importância da denúncia da corrupção pela população e apresentou ações da CGU para fiscalizar emendas parlamentares. Ele enfatizou que a corrupção deve ser enfrentada como uma política de Estado, com a participação de todos....
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Vinícius de Carvalho destaca o papel da sociedade na fiscalização e a importância das auditorias para garantir a transparência nos gastos públicos.

A corrupção é um tema que preocupa a sociedade brasileira, e o papel da população na denúncia de irregularidades se torna cada vez mais crucial. O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinícius de Carvalho, ressaltou em recente entrevista que a colaboração dos cidadãos pode ser fundamental para a correta aplicação das emendas parlamentares nos municípios. Ele explicou que as denúncias recebidas pela CGU podem levar a investigações mais profundas, muitas vezes realizando operações conjuntas com a Polícia Federal.

População pode ajudar a combater a corrupção nas emendas parlamentares, afirma ministro da CGU
Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br
População pode ajudar a combater a corrupção nas emendas parlamentares, afirma ministro da CGU
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“A rastreabilidade e a transparência na alocação de emendas parlamentares são tópicos que o Supremo Tribunal Federal (STF) tem discutido. Recentemente, realizamos 70 auditorias em vários municípios e estados do Brasil, e algumas dessas auditorias revelaram problemas que justificaram investigações mais detalhadas e operações com a Polícia Federal. Um exemplo disso é o caso de Sena Madureira, que foi investigado a partir de denúncias recebidas pela CGU.”

As declarações do ministro foram feitas durante o programa Bom Dia, Ministro, da EBC, onde ele comentou que essas auditorias são uma resposta a uma análise de risco que a CGU realizou. Além disso, ele destacou que a Controladoria está preparada para oferecer suporte a todas as cidades brasileiras na luta contra a corrupção.

Vinícius de Carvalho também enfatizou que a corrupção deve ser tratada como uma questão de Estado, e que o governo deve atuar investigando e punindo os responsáveis. Ele mencionou casos recentes que ilustram a atuação da CGU, como os descontos indevidos do INSS, que foram identificados desde 2019.

Brasília (DF) 12/02/2026 - O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinicius Marques de Carvalho, participa do programa Bom dia, Ministro. Apresentado por Karine Melo. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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Brasília (DF) 12/02/2026 - O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinicius Marques de Carvalho, participa do programa Bom dia, Ministro. Apresentado por Karine Melo. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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Brasília (DF) 12/02/2026 – O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinicius Marques de Carvalho, participa do programa Bom dia, Ministro – Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

“Estamos enfrentando grandes esquemas de fraudes no Brasil. Essa luta é importante porque estamos dificultando a vida de quem tenta se beneficiar de forma fraudulenta, prejudicando a população. Enfatizo que essa política deve ser uma política de Estado. Não existe uma solução mágica para acabar com a corrupção. O governo do presidente Lula não apenas reestruturou o sistema de fiscalização, controle e investigação, mas também o aperfeiçoou.”

O ministro também comentou sobre as chamadas emendas Pix, ressaltando que o governo está tomando medidas que devem gerar resultados positivos na fiscalização da aplicação desses recursos. Ele explicou que o Supremo Tribunal Federal determinou que a responsabilidade pela fiscalização das emendas Pix deve ser do governo federal, e não mais dos estados e municípios, visto que os recursos são de origem federal.

“As novas diretrizes exigem que os ministérios realizem a prestação de contas e fiscalizem o uso desses recursos. Isso cria um cenário propício para que os mecanismos de controle comecem a apresentar resultados efetivos.”

Em relação ao caso do Banco Master, o ministro informou que o Banco Central está conduzindo uma sindicância interna, que poderá resultar na demissão de servidores caso se comprove envolvimento em irregularidades. Ele também enfatizou que, se houver indícios de pagamento de propina, a CGU poderá abrir um processo com base na lei anticorrupção.

Para mais informações sobre o tema, assista ao programa na íntegra:

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