Presidente defende a modernização da carga horária e discute democracia na Venezuela em conversa com a imprensa.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou sua intenção de reformular a jornada de trabalho no Brasil, propondo o fim da escala 6×1. Em entrevista ao canal UOL, Lula enfatizou a importância de adaptar as condições laborais às novas realidades tecnológicas e sociais. Ele acredita que as inovações devem resultar em mais qualidade de vida para os trabalhadores e suas famílias.
“Com os avanços tecnológicos que o Brasil teve, acha que é necessário as pessoas trabalharem na mesma jornada que trabalhavam há 40 anos atrás? Quem viveu no mundo do trabalho, como eu, sabe que hoje a juventude e as mulheres querem mais tempo para estudar, mais tempo para cuidar da família”, destacou o presidente. Lula propôs uma discussão ampla envolvendo o Congresso Nacional, empresários e trabalhadores para efetivar essas mudanças.
A declaração enfatiza a necessidade de alterar a jornada de trabalho, afirmando que é hora de mudar as leis que regem o labor no país.
Na mesma entrevista, Lula abordou a situação do Banco Master, confirmando ter se reunido com o proprietário Daniel Vorcaro. O presidente mencionou uma série de irregularidades financeiras e ressaltou a necessidade de uma investigação técnica pelo Banco Central. “Não haverá posição política pró ou contra o Banco Master. O que haverá será uma investigação técnica feita pelo Banco Central,” afirmou.
Relações Exteriores: Visita aos EUA e Questões sobre a Venezuela
Na pauta internacional, Lula anunciou uma visita oficial aos Estados Unidos programada para março. Durante a conversa, ele expressou sua preocupação com a situação da democracia na Venezuela, especialmente em meio à prisão do presidente Nicolás Maduro. O presidente brasileiro pretende discutir formas de fortalecer a democracia no país vizinho e facilitar o retorno dos 8,4 milhões de venezuelanos que se encontram fora de seu país.
“A preocupação principal é se há condições de fazer com que a democracia seja efetivamente respeitada na Venezuela e o povo possa participar ativamente,” disse Lula.
Outro tópico que Lula pretende abordar com o presidente norte-americano, Donald Trump, é a participação do Brasil no Conselho de Paz. O presidente brasileiro manifestou sua oposição à ideia de que o conselho se concentre nas questões da Venezuela, defendendo que o foco deve ser a reconstrução da Faixa de Gaza, com a inclusão de representantes palestinos nas discussões.
“Se o Conselho for para cuidar de Gaza, o Brasil tem todo o interesse de participar. Agora, é muito estranho que você tenha um conselho e não tenha um palestino na direção desse conselho,” argumentou.
Lula também indicou que pretende discutir assuntos relacionados à indústria, mineração, investimentos e exportações com o governo dos EUA, reafirmando que a soberania do Brasil é um ponto inegociável nas tratativas.












