Análise do Cemtec/MS revela disparidade nas precipitações em todo o estado
Dezembro de 2023 foi um mês atípico em Mato Grosso do Sul no que diz respeito às chuvas. De acordo com o Monitor de Secas, elaborado pelo Centro de Monitoramento do Tempo e Clima (Cemtec/MS), o regime de precipitações apresentou uma variação significativa nas diferentes regiões do estado. Enquanto algumas localidades registraram volumes acima da média histórica, outras enfrentaram a escassez de chuvas, resultando em um quadro de irregularidade que pode impactar a agricultura e o abastecimento de água.
As chuvas em dezembro são essenciais para a agricultura, especialmente para o cultivo de grãos como soja e milho, que dependem da umidade do solo para um bom desenvolvimento. No entanto, o cenário observado neste mês trouxe incertezas. Em várias áreas do estado, a falta de chuvas comprometeu o crescimento das lavouras, enquanto outras regiões experimentaram precipitações intensas, que podem causar alagamentos e prejuízos nas colheitas.
Para entender melhor a situação, é importante observar que as médias históricas de chuvas em Mato Grosso do Sul variam conforme a localização. Em algumas regiões, a precipitação esperada para dezembro é de, em média, 150 milímetros. Contudo, o monitoramento realizado pelo Cemtec/MS indicou que várias cidades ficaram abaixo desse valor, enquanto outras superaram a média em até 30%. Essa discrepância pode ser atribuída a fenômenos climáticos que têm se intensificado nos últimos anos, como o El Niño, que afeta os padrões de chuvas em todo o Brasil.
Além das consequências diretas para a agricultura, a irregularidade nas chuvas também levanta preocupações sobre o abastecimento de água nas cidades. As prefeituras precisam estar atentas a essa situação, uma vez que a água é um recurso vital para a população. Medidas de gerenciamento e planejamento hídrico se tornam imprescindíveis para enfrentar esses desafios.
Um exemplo prático da situação é a cidade de Campo Grande, que, segundo o monitoramento, apresentou um aumento significativo nas chuvas em relação ao mês anterior, mas ainda assim, algumas regiões da cidade enfrentaram problemas de abastecimento devido à falta de água nas represas que servem de reservatório. Por outro lado, em municípios como Dourados, a situação foi inversa, com índices de chuvas abaixo do esperado, levando os agricultores a se preocuparem com a irrigação de suas lavouras.
Diante deste cenário, especialistas recomendam que os agricultores adotem técnicas de manejo que ajudem a conservar a umidade do solo, além de diversificarem os cultivos para se adaptarem melhor às oscilações climáticas. O uso de tecnologias como a irrigação por gotejamento e sistemas de monitoramento climático também são apontados como alternativas viáveis para mitigar os efeitos da irregularidade das chuvas.
A previsão para os próximos meses sugere a continuidade da variabilidade climática, com a possibilidade de novas oscilações nas chuvas. Portanto, tanto a população quanto os gestores públicos devem estar preparados para lidar com as adversidades que podem surgir.
No geral, a análise das chuvas em Mato Grosso do Sul durante dezembro de 2023 ressalta a necessidade de um acompanhamento constante e de estratégias eficientes para garantir a segurança hídrica e alimentar do estado. Assim, é fundamental que a sociedade, em parceria com as instituições, desenvolva soluções sustentáveis para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas e pela irregularidade das chuvas.









