Ação coordenada visa desarticular uma associação criminosa especializada em golpes financeiros e lavagem de dinheiro
Na manhã de terça-feira, 20 de março, a Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (GARRAS) da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul desencadeou a Operação Chargeback. Esta operação, que conta com a coordenação do Departamento de Polícia Especializada (DPE) e o apoio de diversas unidades, como a DENAR, DERF, DEFURV e DHPP, teve como objetivo a execução de mandados judiciais de busca e apreensão, além de prisões temporárias na capital, Campo Grande.
A Operação Chargeback foi uma resposta a um crescente número de fraudes eletrônicas que têm sido registradas na região. Esses crimes envolvem práticas de estelionato que afetam diretamente o sistema financeiro e a confiança dos cidadãos nas transações digitais. De acordo com dados levantados pela polícia, a associação criminosa investigada tem atuado há meses, utilizando métodos sofisticados para realizar suas atividades ilícitas, incluindo a clonagem de cartões e a obtenção de dados pessoais de forma fraudulenta.
Durante a operação, os agentes da GARRAS cumpriram os mandados em diversos pontos da cidade, onde foram encontrados equipamentos eletrônicos, documentos e outros materiais que podem servir como provas das atividades criminosas. Além disso, a polícia conseguiu prender temporariamente vários indivíduos suspeitos de participar da organização criminosa, que é acusada de causar grandes prejuízos financeiros a vítimas em Mato Grosso do Sul e em outros estados.
Os golpes de chargeback, que consistem na contestação de uma transação financeira com o intuito de reaver valores pagos, têm se tornado cada vez mais comuns, e a operação visa não apenas desmantelar a associação, mas também alertar a população sobre a importância de proteger seus dados e estar atenta a possíveis fraudes.
A polícia informou que as investigações continuam e que novas ações podem ser deflagradas em breve, à medida que mais informações sobre os membros da organização forem obtidas. A colaboração com outras forças de segurança e instituições financeiras é fundamental para combater esse tipo de crime, que vem se sofisticando a cada dia.
Para os cidadãos, é essencial adotar medidas de segurança, como monitorar transações bancárias e utilizar senhas robustas, a fim de evitar se tornarem vítimas desse tipo de crime. A troca de informações entre as instituições financeiras e a polícia também é crucial para a identificação e a rápida resposta a atividades suspeitas.
Diante da crescente incidência de fraudes eletrônicas, ações como a Operação Chargeback se mostram necessárias para garantir a segurança do sistema financeiro e proteger os consumidores. A polícia recomenda que qualquer suspeita de fraude seja imediatamente comunicada às autoridades competentes, a fim de prevenir danos maiores e facilitar investigações futuras.








